quinta-feira, 1 de outubro de 2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O que se vê no Metro


Yeah, I'm back!

Bon Jure, Jeh Swee Carol




Carol: Sitting there, alone in a foreign country, far from my job and everyone I know, a feeling came over me. It was like remembering something I'd never known before or had always been waiting for, but I didn't know what. Maybe it was something I'd forgotten or something I've been missing all my life. All I can say is that I felt, at the same time, joy and sadness. But not too much sadness, because I felt alive. Yes, alive. That was the moment I fell in love with Paris. And I felt Paris fell in love with me.

(Sentada ali, sozinha em um país estrangeiro, longe do meu trabalho e de todos que eu conhecia, um sentimento se apoderou de mim. Era como se eu estivesse a lembrar-me de algo que nunca soubera antes ou estivera sempre à espera, mas não sabia o que. Talvez fosse algo que eu tivesse esquecido ou algo que eu tivesse sentido falta a minha vida toda. Tudo que eu posso dizer é que eu senti, ao mesmo tempo, alegria e tristeza. Mas não muita tristeza, porque senti-me viva. Sim, viva. Aquele foi o momento que eu apaixonei-me por Paris, e senti que Paris apaixonou-se por mim.)

Carol, personagem do filme "Paris, Je t'aime", viajara sozinha para Paris, e assim passara os seus dias. E mesmo sozinha, ela se apaixonou.

Podemos nos apaixonar por uma pessoa, um poema, uma peça de roupa, um lugar, uma canção, a lista é infindável. O mais engraçado é que "apaixonar-se" é algo que acontece somente se estivermos abertos à isso,se nos permitirmos. Apaixonar-se exige coragem.

Carol era americana, nunca tinha saído do Estados Unidos. Ela fora a Paris porque achava que merecia conhecer a cidade que ansiava conhecer desde que estudara francês, e assim fora. Sozinha, sem medo. Poderia ter sido um desastre, mas não foi. Carol era inteira, e inteira ela conheceu Paris, sua língua, seus paladares, o Sena, a torre Eiffel. Sozinha ela observou a vida parisiense e saboreou-a só para si. Ela não tinha ninguém para compartilhar aquilo que ela sentia, mas, ao menos, ela sentia. Ela sentia-se viva, como todos os ao seu redor. E por sentir, por viver, ela estava feliz. E foi aí que ela se apaixonou por Paris. Sim, Paris é um cidade. Sim, quem não se apaixona por Paris? Mas vá-la, apaixonar-se já é um grande começo!

domingo, 9 de agosto de 2009

Nossos Abismos



"Há momentos na vida de um homem em que ele beira seus limites; é como se fosse a borda de um abismo: um passo à frente e a queda é irreversível. Mas poucos homens são capazes de reconhecer esta linha tênue quando a encontram; chegam a cair em seus abismos sem perceber; a vida se transforma, mas não se é capaz de conhecer o preciso instante em que ela começou a mudar. Assim, a maioria dos homens constrói sua vida com retalhos os mais diversos, e termina-a como um manto de remendos onde é impossível reconhecer o menino no ancião.

Alguns homens, não; têm a sorte, ou o azar, de perceber e identificar cada ponto limite de suas vidas; sofrem, tremem, escolhem. São lúcidos, são homens para quem a existência é mais penosa, pagam caro sua própria lucidez. Pierre estava em seu momento mais crucial; abandonava sua identidade, como a cobra abandona a pele desgastada depois do inverno; mas não sabia se o verão lhe traria uma pele nova e fresca. O passo já havia sido dado; não se conhecia ainda a profundidade do abismo, mas Pierre já se sentia viajando pelo espaço, caindo em direção ao fundo, como um meteoro nascido da explosão de estrelas distantes."


Trecho do livro "O Rastro do Jaguar", de Murilo Carvalho

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Saudades da Conchichina


Sempre que chega o verão e, consequentemente, mais tempo livre, a primeira coisa que nós, blogueiros, pensamos é que poderemos postar muitos e muitos textos, de todas as cores e texturas, de todas os pontos de vista - nossos, é claro - e de todos os lugares em que estivermos. Afinal, onde não há internet?
Agora vocês estão a espera que eu diga que eu fui para um lugar deserto, inacessível, sem internet e sem computador e por isso que não tenho actualizado o blog. Não, não fui para Conchichina e nem nada que se pareça.

É verão, o tempo tem estado fantástico, mas falta a Conchichina.

As minhas idéias são lentas, são lesmas, e demoram a tomar uma forma inteligível. Confesso que nem eu me entendo em um pensamento recém nascido. Tudo em meu pensamento precisa de maturação, de envelhecimento, de raízes. Caso contrário literalmente voam. Os meus pensamentos frescos são uma mistura de vários, que, se eu tivesse tempo considerável para acarinhá-los, exactamente como faziam os antigos filósofos gregos, eu não seria um blogueiro de meia-tigela, mas sim um filósofo.

Se a Conchichina é como eu penso, ao fim de alguns dias eu seria obrigado a dar uso a minha imaginação, e dentro em pouco eu teria o tomos I, II e III da minhas deambulações. Mas eu desconfio que nem a Conchichina é mais o que era.

Minha mente no verão é perigosa. Tenho pensado muito na lua, no céu, tenho tido aqueles pensamentos de criança de 10 anos de idade, do tipo: Qual o meu papel nisso tudo? Até onde vai o universo? Deus existe? Por que precisamos de Deus? E se estivermos a entender tudo errado? Juro que é isso.

Exactamente como disse antes. Tempo livre e minha cabecinha não funcionam muito bem no verão e, por isso, não escrevo.

Mas tudo pode mudar...

domingo, 2 de agosto de 2009

Le Peuple Migrateur

Um documentário de Jacques Perrin, com músicas de Bruno Coulais, o mesmo do filme "Os Coristas". Aqui foi chamado de "Aves Migratórias", e mostra nada mais do que a rota migratória de várias espécies de pássaros, acompanhando-as do início ao fim da sua jornada. Muitos grupos de aves passam por paisagens lindíssimas, tanto as naturais como as paisagens modificadas pelo homem. Atravessam países, continentes, só parando para descanso e alimento, tudo com intuito de voltar ao lugar onde nasceram, para também aí terem suas crias. Voam horas, dias a fio, sem se aperceber da beleza da paisagem por onde passam. Acho que o dom de apreciar o belo é somente humano. Por outro lado, o ser humano é o único ser que tem o poder de interromper o caminho, e a vida, destas aves sem propósito algum. Através da caça, da poluição, do comércio ilegal... Nós apreciamos o belo, devíamos nos contentar em fazer somente isso, e não querer aprisionar o belo.

O filme, ao contrário do filme "A Marcha dos Pinguins", tem pouquíssima narração. E, enquanto o filme dos pinguins era chatíssimo por causa dos sentimentos humanos que eles queriam forçosamente impingir ao pinguins, no Aves Migratórias a rara narração não nos permite entender os pássaros, não cria uma falsa empatia e nenhum sentimentalismo barato. As aves fazem isso há milhares de anos, elas conhecem o nosso planeta melhor do que nós. É puro instinto, um pouco de inteligência, a natureza no seu ritmo. Basta compreender isso.


quinta-feira, 9 de julho de 2009

Inspiração



"NADA é original. Roube de todos os lugares que inspirem ou alimentem sua imaginação.

DEVORE filmes antigos, novos filmes, música, livros, pinturas, fotografias, poesias, sonhos, conversas aleatórias, arquitectura, pontes, sinais de rua, árvores, nuvens, massas de água, luzes e sombras.

Seleccione roubar somente de coisas que falem directamente para a sua alma. Se você faz isso, seu trabalho (e roubo) será autêntico. Autenticidade não tem preço; originalidade não existe. E não se preocupe em esconder seu roubo - celebre-o se você se sentir bem com isso.

Em qualquer caso, lembre-se sempre do que Jean-Luc Godard disse:

'Não é de onde você retira coisas - mas sim para onde você as leva'"


E eu nao comento nada sobre este texto muito legal do Jim Jarmusch? Not yet. Ainda o estou degustando. :)

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O amor não é o tempo

"Vem que o amor
Nao é o tempo
Nem é o tempo Que o faz
Vem que o amor
É o momento
Em que eu me dou
Em que te das"
trecho da música Cançao do Engate

Como dizia o sábio António Variações, o amor não vem com o tempo, mas sim com o momento. O amor vem com o cheiro, com o primeiro olhar, com todos os seguintes. O amor vem com o beijo, do seco toque dos lábios ao desenvencilhar das línguas. Vem com as mãos na descoberta e com o respirar ofegante. Vem com a sensação de momento eterno, com a falta de pressa em amar, e a urgência de sentir. O amor vem com o sorriso confidenciado, com o abraço de reconhecimento, com raras palavras. O amor às vezes vem em lágrimas, ás vezes em gargalhadas tresloucadas, mas muitas vezes é só silêncio e pensamento. O amor é saudade antecipada, é prémio reclamado, é reta de chegada. O amor é porta arrombada pelo vento, com tudo atirado fora do lugar, mas com tudo finalmente no seu devido lugar. O amor é aquele sabor à salgado, cores neons, furtividade. É o bem estar em qualquer lugar, é a cor que mais gostamos, é a nossa música tema. É o mundo suspenso, e nós de cabeças para o ar. A falta de chão, a flutuação. O amor vem, assalta e passa. É o momento em que eu me dou, em que te das. É momento em que amor vem.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Metal Gear Solid 4!


Estou no Peru, no meio da floresta tropical. Meu objectivo é resgatar um prisioneiro. Para chegar à ele, tenho que enfrentar dois grupos armados. Um militar, que mantém o prisioneiro, e outro de rebeldes. Estou disfarçado de rebelde, assim posso passar despercebido e ainda obter ajuda dos rebeldes para chegar até meu objectivo. Tenho várias armas e vários gadgets muito úteis, inclusive um mini-robot que fica invisível. Ah, e tenho uma vestimenta que se mistura com a paisagem, como se chama mesmo? Mimetismo. Até estátua eu posso virar se eu quiser. Estou perto de uma base militar. Estou a acompanhar um grupo de 5 rebeldes que avançam muito cautelosamente, tentando ao máximo não chamar a atenção, assim podem atacar os inimigos contando com o factor surpresa. Eu os observo a fazerem sinais uns aos outros para avançarem, esperarem, esconderem, tudo no total silêncio...nossa, é tudo tão emocionante! Assim eles vão avançando, cada vez mais perto do inimigo. Até que...Eu, que estava ali assistindo aos rebeldes feito bocó, e que estava disfarçado de rebelde, esqueci-me que eu também tinha de me esconder e evitar chamar atenção, mas não. Fiquei de pé, bem à vista dos militares. Nem atrás de um galho seco eu estava! Coitados dos rebeldes, não tiveram nem chance. Eu, envergonhado, desligo o jogo e vou ver televisão. Assim não atrapalho ninguém!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Errar é Preciso!

Existe uma fina linha entre o erro e o acerto. Há momentos em que não sabemos o que fazer, e por não sabermos, erramos. Outras vezes erramos porque não estamos com paciência para acertar, pois acertar exige esforço e concentração. E outras vezes erramos porque somos levados a isso. Ou assim pensamos.

Eu já cometi infinitos erros na minha vida, e pensando bem eu chego a conclusão que muitos deles foram necessários para uma mudança imprevista na minha vida, para que eu acordasse da letargia, ou para saber qual era o certo. Errar foi preciso!

Ultimamente há vezes em que, lá no fundo, errar é o que mais eu quero. Muitas das vezes só para ver no que dá. Se é mudança, despertar, acerto ou arrependimento. E não é porque eu estou perdido ou desesperado. Ok, um pouco perdido até pode ser. E pretendo me manter assim. Mas é também porque eu adoro jogar as peças do jogo todas para o alto e ver tudo de uma nova perspectiva, novidade. Lembram daqueles jogos de criança em que se faz um trevo de papel que encaixa nos dedos, eles abrem e fecham e tens de escolher não só o momento correcto do abrir e fechar, mas também o dedo e o lado do dedo certo? Acertar não é fácil, e sabem por que? Porque não há o que acertar neste jogo. Todos os erros, ou acertos, são válidos. E você, quer arriscar?

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Barrados no Baile, ou siplesmente, já fui fútil




Tenho de confessar, eu fui um fã obcecado pela série "Beverly Hills 92310," (quero dizer, 90210. 92310 era o código postal de onde eu vivia. hehe!), conhecida no Brasil, sabe-se lá porque, como "Barrados no Baile". Nunca entendi porque deste infeliz nome. Ninguém ali foi barrado, e nem baile havia! Enfim, já se passaram décadas e ainda não sei a resposta. Bem, lembro, numa mistura de vagamente com claramente, a primeira vez que vi um episódio de Barrados. Era um que a Brenda e a Andréa, sua melhor amiga, pegavam boléia/carona com um rapaz giro/gato que elas queriam conquistar. A Brenda, para impressionar, disse que o irmão dela, o Brendon, tinha o pé do mesmo tamanho do pé do Tom Cruise. (eu acho que era o Tom Cruise, mas podia também ter sido o Mel Gibson. Como sabem, faz IMENSA diferença). Com essa deixa, naquele momento, eu decidi que Barrados era a série mais ridícula que eu já tinha visto na minha vida, e olha que eu já tinha assistido as supergatas, Vicky a menina robot, Alf o ETeimoso, e mais umas quantas. Declarei a meio mundo que não assistiria aquela porcaria, e sempre usava esta cena como exemplo.

Não sei quando se deu a grande mudança. Só sei que inexplicavelmente eu dei uma segunda chance a essa série e comecei a assistí-la. E a verdade é que eu me tornei o fã número 1 da série na pequena cidade de Canoas, ou talvez até na Grande Porto Alegre. Não, eu não tinha cartazes e fotos dos personagens. Mas eu sentia que mais ninguém gostava, só eu. Não é de se estranhar. E eu simplesmente não podia perder um episódio sequer. Eu adorava a Brenda. É a personagem mais pentelha que já existiu, mas era ela que dava algum élan à série. A disputa dela e da Kelly pelo Dylan, a relação da Donna e do David. Desde então eu sempre dizia "Isso aqui está a virar um Barrados no Baile" quando a relação do meu grupo de amigos começava a ficar mais complexa. Afinal, A Brenda namorou o Dylan, que namorou a Kelly, que namorou o Brendon, que era irmão da Brenda e a Andréa era apaixonada. E a Kelly já tinha namorado o Steve. E a Donna, bem, ela era uma virgem integra que não queria dar para o David e acaba, por isso, namorando um bonitinho que tocava violão e batia nela quando se irritava. Em drogas se meteram o Dylan, a Kelly e o David (e se não me engano, o Brendon também). E a kelly ainda se envolveu em fanatismo religioso. Meu Deus, lembrei de um episódio de Natal em que o ônibus/autocarro onde eles estavam com várias crianças quase sofre um acidente, e digo quase porque eles eram bondosos e estavam a levar criancinhas para passear no dia de natal, e por milagre o autocarro atravessa o outro veículo e ninguém dá por nada. Tá vendo o quanto emocionante era?

Eu relatava semanalmente os episódios às minhas colegas de trabalho. Eu abandonava a praia durante as férias para ver o episódio que iria passar no Domingo, ás 12:45, na tv Globo. Até que um dia, sem mais nem menos, deixou de passar no Rio Grande do Sul. Foi péssimo, e foi ópitmo. Eu era livre, finalmente! E nunca mais teve a mesma graça/piada.

Domingo passado vi um documentário sobre a série, que relatava cada temporada, e deu saudades do tempo em que eu gostava de séries fúteis e com gente rica e bonita. :)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Fornication Under Consent of the King

Casamento gay. De repente é um assunto muito em voga. Há heterossexuais a favor e outros contra. Há mesmo gays contra o casamento gay. A igreja, como é óbvio, é contra. Os partidos de direita são contra, os de esquerda mais de extrema, são a favor, os partidos "neutros" não se manifestam ou se enterram com desculpas esfarrapadas.

As pessoas podem e devem ter opiniões, estarem contra ou a favor do que bem entenderem. Isso não me incomoda. O que me incomoda é o preconceito infundado, que existe para todo o lado e é um dos maiores defeitos humanos. Porém o estrago que faz chega a ser indecente. O preconceito tem o poder de destruir a vida de qualquer pessoa, seja ela gay, negra, hispânica, imigrante, cigana, desabrigada, doente, solteira, divorciada, religiosa, atéia, vegetariana, prostituta, virgem...nossa, é melhor parar, pois a lista é interminável. É de se estranhar que o preconceito não tenha sido um dos 7 pecados capitais. Provavelmente a preguiça deve fazer muito mais mal ao próximo do que o preconceito. Ou a igreja não quis dar um tiro no pé... O preconceito é inerente ao homem, e admiro muito aquele que não tenha um pingo de preconceito. Eu tenho vários, mas juro que a cada dia eu tento acabar com pelo menos um deles.

Moving on... Há quem diga que não tem preconceito algum, mas que o casamento é a benção de Deus/igreja ao matrimônio, e que isso é para ser entre um homem e uma mulher porque está escrito assim. Outros dizem achar deprimente que os gays, tão liberais, lutem por um direito tão conservador como o casamento.

Ahá! Era aí que eu queria chegar: DIREITO, ou sem muito rodeio, DIREITO DE AMAR. De repente há pessoas aí querendo proibir outras pessoas de amar, e de viver junto com quem ama, e de se casar com a pessoa amada. E de ter os direitos que toda a pessoa amada e casada tem. O ser humano terá muito que aprender para chegar ao ponto em que não precise proibir outro ser humano de amar quem quer que seja. E para aprender de uma vez por todas que, querendo ou não, ninguém consegue proibir um ser humano de amar quem bem entender.

até lá, achei óptima a letra da música da Lily Allen "Fuck You" e do que o http://www.GayClic.com fez com ela no dia mundial de combate a homofobia (17 de Maio, anota aí, nem eu sabia!)




Fuck You (Very Much)
Songwriters: Allen, Lily Rose; Kurstin, Gregory; Look inside, look inside your tiny mind

Look inside
Look inside your tiny mind
Now look a bit harder
Cause we're so uninspired,
so sick and tired
of all the hatred you harbour.


So you say it's not okay to be gay
Well, I think you're just evil
You're just some racist who can't tie my laces
Your point of view is medieval

Fuck you, fuck you very, very much
'Cause we hate what you do
And we hate your whole crew
So please don't stay in touch

Fuck you, fuck you very, very much
'Cause your words don't translate
And it's getting quite late
So please don't stay in touch

Do you get, do you get a little kick
Out of being small minded?
You want to be like your father
It's approval you're after
Well, that's not how you find it

Do you, do you really enjoy
Living a life that's so hateful?
'Cause there's a hole where your soul should be
You're losing control a bit
And it's really distasteful

(chorus)

You say you think we need to go to war
Well, you're already in one
'Cause it's people like you that need to get slew
No one wants your opinion


(chorus)

Tradução em português aqui

Outro vídeo interessante é o IDAHO 2009: One Voice, One Message, Heard Around the World

terça-feira, 26 de maio de 2009

Andrew Bird, o Andy Warhol da música!


Faz pouco que voltei do concerto do Andrew Bird. Há meses tinha o bilhete comprado, segunda fila, bem pertinho mesmo! Ele em palco é multi, um senhor orquestra! Toca vários instrumentos, (violino, guitarra, xilofone e assobia), cria loops, camadas da própria música dele, criando uma sinfonia fantástica e hipnotizante. Ele erra em palco, aperfeiçoa, brinca com o publico, dialoga, conta histórias, elogia lisboa (ultimamente todos os cantores tem elogiado Lisboa, by the way). Ele disse que se Portugal fosse o único país em que o ouvissem, ele já se dava por satisfeito. Voltou 2 vezes no bis. Ele é muito tímido, mas não durante o concerto. Está certo que ele passa muito tempo de olhos fechados, e muito do show ele passa mundo musical dele, a fazer música-arte. Mas em palco ele está super à vontade e só vemos a timidez dele nos segundos em que ele começa e termina o concerto.
Depois do show, apareceu de surpresa ao lado da barraquinha do Merchandising. Grande marketing! Deu autógrafos, e coisa mais querida, perguntava o nome de cada um. Pena que não era só eu lá. Vamos combinar, não dá para conversar com 50 neguinhos querendo o autógrafo do homem, certo? E pena que ele ouviu mal o meu nome, pois autografou "Cladio"(ou o "u" é mesmo minúsculo). Tudo bem, ele é queridinho demais para eu ficar chateado com isso :)

As fotos do show estão aqui

De 20090525 Andrew Bird at Sao Jorge

E aqui um dos vídeos que eu fiz, da música Natural Disasters.


sexta-feira, 15 de maio de 2009

Antony, entre a luz e lugar nenhum

Hoje fui ao concerto do Antony and The Johnsons .Há 6 meses atrás eu achava as letras de música dele muito deprimente. Há 3 meses atrás eu odiava a voz dele. Eu fui quase obrigado a ir ao show. Mas desde há 6 meses atrás comecei a gostar mais de Rufus Wainright , depois apaixonei-me por Andrew Bird , e destes dois tipos para passar a gostar do Antony foi um demorado pulinho. Comecei a prestar atenção às letras e descobri que afinal elas eram escritas com alma, com coração, com um sentimento que abrangia o meu.

Para complementar, em palco. Antony é um desvairado. É uma figura inesperada, uma diva gorda horrorosa, mas extremamente doce, gay e simpática. (Atenção que doce+gay+simpática ganha de diva+gorda+horrorosa). Ele canta tão perfeitamente que fica melhor que o album gravado. Tem um controle e pureza de voz e um fluência na pronúncia das palavras que a gente sente vontade de beijá-lo agradecendo tanta perfeição. E ele delira entre às músicas. Fala do degelo da crosta polar, e de como ele se sente "broken", pois ele veio da natureza e sente que não pode fazer o suficiente para retribuir. Fala da segunda vinda de Cristo, em forma de mulher e em uma caverna no Afeganistão. E isso que ele não é católico. Nasceu católico, mas virou uma bruxa, como ele mesmo diz.

E eu só pensava em como faz falta este tipo de maluquez de vez em quando. Ou de como essa maluquez já faz parte de mim e de como eu a critico, e que só uma pessoa tão transparente como o Antony é capaz de falar de tudo, de coisas absolutamente absurdas como se fossem a coisas mais normais do mundo e chegamos a pensar que chegará um dia em que diremos: ele tinha toda a razão!

E aqui a música que eu, e quase todo o público que estava lá hoje, gostamos mais.

Hope There's Someone

Hope there's someone
Who'll take care of me
When I die, will I go

Hope there's someone
Who'll set my heart free
Nice to hold when I'm tired

There's a ghost on the horizon
When I go to bed
How can I fall asleep at night
How will I rest my head

Oh I'm scared of the middle place
Between light and nowhere
I don't want to be the one
Left in there, left in there

There's a man on the horizon
Wish that I'd go to bed
If I fall to his feet tonight
Will allow rest my head

So here's hoping I will not drown
Or paralyze in light
And godsend I don't want to go
To the seal's watershed

Hope there's someone
Who'll take care of me
When I die, Will I go

Hope there's someone
Who'll set my heart free
Nice to hold when I'm tired



PS: Sim, eu devo desculpa à alguéns por ter duvidado do seu bom gosto. Desculpem-me!!!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Quem vê ternura não vê espinho

Recebi estas fotos hoje por e-mail, e foi amor à primeira vista. Nunca na minha vida teria imaginado que um animal todo repleto de espinhos pudesse ser o ser mais fofo da face da terra. Eu quero um ouriço, e não me importo que de vez em quando eu fique com as mãos picadas, o rosto arranhado, que de vez em quando eu não possa abraça-lo ou beijá-lo, principalmente quando ele estiver "eriçado". Eu aguento os espinhos, já que qualquer arranhão que ele me faça, será absolutamente sem querer.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Quando o Amor Termina



Quando o amor termina, há despressurização do ar. Perdemos o chão e somos lançados para todas as direcções, sem podermos nos agarrar a nada, não por má vontade, mas porque nada consegue nos manter em terra por muito tempo.
Quando o amor termina somos destituídos de toda a nossa bagagem de uma longa viagem, e às vezes nem temos tempo de trazer uma mala de colo. Por outro lado, quando o amor termina, há de se aliviar o peso, perder a bagagem, pois, se tivermos alguma sorte, ainda teremos força somente para carregarmos a nós mesmos. Devemos simplificar nossas horas, nossos dias, porque a energia se desvanece com facilidade. Temos de nos preservar.
Quando o amor termina, tempos direito a choro infinito, a colo, a mimos, a tudo que sirva para nos apaziguar. Chorar muito até não haver mais razão para tal.
Quando o amor termina, assim que pudermos, é mister que nos perdoemos, antes que nos enchamos de culpa por algo que não poderíamos ter controle, antes que culpemos outros pelo que não podemos nos culpar. Temos de seguir em frente e, na impossibilidade, seguir para cima, para baixo, para os lados, não importa para onde, só não devemos nunca voltar para trás. O que está atrás é imutável, é doloroso, é passado. Se tentarmos mexer no passado, o passado voltará a mexer connosco.
Quando o amor termina, temos de dar um tempo do amor. Cada amor é único, singular, irrepetível, irreproduzível. Para voltar a amar, temos que desaprendê-lo antes. Amar é a única coisa que não se reaprende com lições passadas.
Quando termina o amor deves lembrar que antes do amor, tu existias. E foi contigo e por ti, que o amor começou.

Maybe California

Tori Amos, uma das minhas musas, irá lançar um novo disco chamado "Abnormally Attracted to Sin", no dia 15 de Maio.

Como ela é adiantada, já há vídeo e tudo de uma das músicas do disco online. Um encanto! Vejam e ouçam por si!

Ah, e aqui está a música para download, presente da própria Tori pelo dia das Mães.



E o que a Tori diz sobre o vídeo:

"There are people in our lives, and we all know them, that are able to give even in the darkest of times, even when they seem depleted. But somehow by giving, they gain this magical light. Even the most giving person needs a gift every once and a while, just to know they are seen and appreciated. 'Maybe California' is my gift to you."

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Twitter ou não Twitter, eis a questão!


Muitas pessoas me perguntam o que é o Twitter e para que serve. Eu até tento explicar, mas não é fácil, pois nem eu mesmo sei direito ainda o que é o Twitter e para que ele serve. Mas já consigo ver todas as possiblidades dele, as quais irei listar.

Basicamente o Twitter é um mini-blog, mini porque só podem ser postadas mensagens de 140 caracteres, e não podem ser postadas nem imagens e nem vídeos, a não ser referências a estes. Assim que uma pessoa cria o seu perfil, ela terá uma "timeline". Tudo que ela postar estará na sua timeline, por ordem de postagem. Sempre que essa pessoa entrar no Twitter, tudo que ela postou estará lá. Mas até agora tudo parece muito chato, não? Então vamos complicar.

No Twitter há os seguidores e os seguidos. Seguir uma pessoa é adicioná-la ao seu timeline. Tudo que a outra pessoa postar, aparecerá no teu timeline também. E vice-versa, se alguém decidir te seguir. Quantos mais seguidores, mais updates haverá na tua timeline.

Actualmente eu tenho uns 35 seguidos e 14 seguidores, o que não é nada comparado a outros desconhecidos. De qualquer maneira, eu escolho quem eu sigo pelos seguintes requisitos:

a) é amigo ou conhecido;
Em Portugal e no Brasil são muito poucos os amigos no Twitter, infelizmente. E os que estão não costumam actualizar. Se actualizassem, seria bom saber, mesmo que por cima, o que meus amigos andam a fazer. Não quero saber se estão a almoçar ou trabalhar, mas saber o que estão a ler, que programa estão a assistir, onde foram, o que encontraram na internet de interessante, coisas assim. De qualquer maneira, o twitter é muito publico para falar-se de coisas muito privadas, portanto, saber-se-ão só este tipo de trivialidades mesmo.

b) é famoso e eu acho interessante;
Neste momento estou a seguir a cantora Maria Rita, a Diablo Cody, roteirista-guionista do filme Juno, Davida Lynch, o criador do Twim Peaks, o Rafinha Bastos, Bruno Nogueira e acho que é só. Tinha a Ellen Degeneres, mas ela só falava das atrações do programa dela, e como não passa aqui, não me interessava e deixei de a seguir. A Maria Rita escreve coisas do tipo "o Show foi muito bom, valeu" até "estou fazendo as minhas unhas, bem, só pintando, mas conta como fazer unhas, não?". Ela até já me respondeu uma mensagem privada. Coisa mais fofa! A Diablo Cody escreve loucuras engraçadas e reclama das reuniões dela sobre filmes. São assuntos diferentes e interessantes, por isso gosto de ter estes bocadinhos da vida deles.

c) tem algo que me interessa, seja um interesse em comum, a aparência, o trabalho,...
No Twitter pode-se fazer pesquisa por qualquer assunto. Posso pesquisar por uma música, um cantor, uma actor ou um tema, e a partir daí investigar as pessoas que aparecem no resultado. Se me interessarem, começo a seguí-las. É assim que adicionei um barman de Nova Iorque, um poeta da Inglaterra, uma editora de livros de Lisboa e um criados de jogos de computador e consolas. Outras que adicionei já foram a vida, principalmente porque postavam exageradamente, 99% das coisas não me interessavam, eram Retweets e só estavam a encher a minha timeline.

d) alguém que me adicionou e achei interessante.
E, finalmente, alguém que não me connhece de lado algum pode me adicionar e se eu também achar esta pessoa interessante, a adiciono.

Mas e aí? Tenho minha timeline, meus seguidos e seguidores. E agora?

Agora é descobrir o que queremos fazer, ou o que gostamos de fazer. Eu comecei a interagir com alguns dos meus contactos. Pode-se enviar mensagens as pessoas, que normalmente respondem, mesmo as mais famosas. Não é nenhuma intimidade, mas é bom saber algumas das coisas que estão a acontecer enquanto eu faço as minhas.

Como temos interesses em comum, eles mencionam uma reportagem, um evento, uma música, algo que normalmente chama a minha atenção. E podemos fazer um ReTwitt com o Twitt de alguém. O twitt é o post que a pessoa fez. Se eu achei aquele twitt interessante o suficiente para os meus seguidores também tomarem conhecimento, eu faço um RT (ReTwitt), que é como uma citação ou um forward. Assim os meus seguidores sabem o mesmo que eu e conhecem também o autor do twiit.

Outras utilidades é fazer pesquisas de mercado ou opinião, mas só funciona, é claro, se tens um número de seguidores considerável. Também se queres saber o que os twitters estão a pensar sobre algum tópico, é só pesquisar. Encontra-se tudo.

Eu tenho o twitter no telemóvel/celular, mas não posto muito ali. Costumo sim ler os posts dos que sigo. No Firefox adicionei o complemento TwitterFox, que mostra popups conforme o twitter é actualizado. E agora passei a usar também o TweetDeck, que facilita muito a vida para responder, escrever posts com links, fazer retwitt e outras ações. É muito prático e fácil de usar.

E também há sempre a página do twitter. www.twitter.com. Lá também se faz tudo isso.

Sinceramente, no momento acho o Twitter interessante e curioso. Ainda estou a começar, e logo decido se continuo ou não. Mas estou a gostar do que vi até agora.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Tears for Fears?


Passaste por mim falando ao telefone. Estavas triste e choravas. Fiquei a imaginar o que poderia ter acontecido. Se teu namorado, ou namorada, estava a terminar o namoro contigo, se tinhas tido problemas no trabalho, se a faculdade era um fardo muito difícil para ti, ou até a vida.... nunca se sabe. Talvez tivesses alguém doente, ou alguém que se foi sem se despedir. Ou estavas a prever que alguém iria embora e não podias fazer nada. Ou fosse pânico, ou saudade. Talvez fossem teus pais a te incomodar. Ou a não te aceitarem como tu és. Ou talvez ainda estivesse a pedir perdão a alguém. Às vezes a gente chora a pedir perdão, por isso pensei nisso.

Não falei nada porque não te conhecia. Mas já me arrependi. Prometo que se alguém voltar a passar por mim a chorar, eu tentarei ajudar de alguma forma e não ficar só a adivinhar, mesmo que não o conheça. A partir daí logo se vê.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

E por falar em Clarice!

Por que se fala tanto de Clarice em Lisboa, especialmente esta semana.

 

“...sentou-se para descansar e em breve fazia de conta que ela era uma mulher azul porque o crepúsculo mais tarde talvez fosse azul, faz de conta que fiava com fios de ouro as sensações, faz de conta que a infância era hoje e prateada de brinquedos, faz de conta que uma veia não se abrira e faz de conta que que dela não estava em silêncio alvíssimo escorrendo sangue escarlate, e que ela não estivesse pálida de morte mas isso fazia de conta que estava mesmo de verdade, precisava no meio do faz de conta falar a verdade de pedra opaca para que contrastasse com o faz de conta verde-cintilante, faz de conta que amava e era amada, faz de conta que não precisava de morrer de saudade, faz de conta que estava deitada na palma transparente da mão de Deus,..., faz de conta que vivia e que não estivesse morrendo pois viver afinal não passava de se aproximar cada vez mais da morte, faz de conta que ela não ficava de braços caídos de perplexidade quando os fios de ouro que fiava se embaraçavam e ela não sabia desfazer o fino fio frio, faz de conta que era sábia bastante para desfazer os nós de corda de marinheiro que lhe atavam os pulsos, faz de conta que tinha um cesto de pérolas só para olhar a cor da lua pois ela era lunar, faz de conta que ela fechasse os olhos e os seres amados surgissem quando abrisse os olhos úmidos de gratidão, faz de conta que tudo o que tinha não era faz de conta, faz de conta que se descontraía o peito e a luz douradíssima e leve a guiava por uma floresta de açudes mudos e de tranqüilas mortalidades, faz de conta que ela não era lunar, faz de conta que ela não estava chorando por dentro...”

 

Clarice Lispector, retirado do Livro “Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, 1969

 

Carta para Clarice

Carta de Fernado Sabino  (Fernando Sabino)

Nova York, 06 de julho de 1946.

Clarice,

Porisso (sic) não te posso mandar nenhuma palavra animadora. Digo apenas que não concordo com você quando você diz que faz arte apenas porque “tem um temperamento infeliz e doidinho”. Tenho uma grande, uma enorme esperança em você e já te disse que você avançou na frente de nós todos, passou pela janela, na frente deles todos. Apenas desejo intensamente que você não avance demais para não cair do outro lado. Você tem de ser equilibrista até o fim da vida. E suando muito, apertando o cabo da sombrinha aberta, com medo de cair, olhando a distância do arame já percorrido e do arame a percorrer — e sempre tendo de exibir para o público um falso sorriso de calma e facilidade. Tem de fazer isso todos os dias, para os outros como se na vida não tivesse feito outra coisa, para você como se fosse sempre a primeira vez, e a mais perigosa. Do contrário seu número será um fracasso.

Fernando.

 

segunda-feira, 23 de março de 2009

Casa dos Espelhos


"Cuidado com o que você pensa que sabe sobre alguém; provavelmente você está enganado"
Dexter T3 ep.4.


A complexidade de cada pessoa vai além do que podemos compreender ou decifrar, sendo essa parte que nos é obscura a que nós propositadamente ignoramos. Ninguém se conhece por inteiro, e ninguém se mostra por completo, e isso também não ajuda a conhecermos um ao outro. Tamanha dificuldade faz-me questionar se realmente precisamos conhecer alguém, ou se talvez a única coisa que precisamos mesmo é saber que há razões, mais nada. Se não conhecemos, não podemos julgar, embora mesmo assim o façamos. Isso leva ao erro, à desentendimentos, a discussões bobas e chatas, que minam amizades e relações. Raras são as vezes que, ao ficarmos aborrecidos com alguém, a causa é sequer razoavelmente válida; É simplesmente uma sucessão de mal-entendidos, e cada vez mais há menos paciência para mal-entendidos, e menos paciência para quem provoca em nós os mal-entendidos. Ao invés de contar até trés, preferimos nem dizer Adeus.

Todos nós somos superficiais, e não digo isso no mal sentido. Há, dentro de cada um de nós um mundo imenso, renovável, mutável, que raramente chega à superfície da pele ou da voz. Pouco do que eu digo sai como eu penso. E eu digo pouco do que penso em dizer. E para piorar, aquilo o que digo ou escrevo ainda será interpretado aos olhos de outra pessoa. Há razões, mais nada.

Sorte de hoje: A ausência total de humor deixa a vida impossível

sexta-feira, 20 de março de 2009

I know it's over

Perdeu toda a piada! Quem me deu o direito de não ser questionado na entrada para o Reino Unido? Toda aquela tensão na chegada, as horas ensaiadas para não demonstrar nervosismo ou hesitação perante às perguntas dos serviços estrangeiros, a papelada que eu tinha que preparar com saldo bancário, morada da estadia, passagem de volta, vacina do cão e gato...tudo inútil agora. Eu mal recebi um Good Evening do senhor do SEF. Quando eu ia reclamar perante a ausência de educação britanica, ele me devolveu o passaporte e pronto. It was all over!

Só falta perguntarem na saída porque me vou embora. Daí sim eu rodo a baiana!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Borboletices à parte...também sou o super-pateta!

Ok. Tenho de dar mão a palmatória. Quando a Borboleta (http://acaminhodasestrelas.blogspot.com/) começou a escrever no blog dela sobre os testes da rádio comercial, achei tão pouco intelectual. E quando ela começou a repeti-los e relatá-los, cheguei até a pensar em deixar de ser seguidor do blog dela. Imagina só, uma amiga minha fazendo testes on-line óbviamente parvos de uma rádio!

Bem, resumindo. Fui até o site da rádio comercial, fiz alguns testes e, pasmem-se, não é que fiquei altamente convencido de que os testes tem uma certa clarividência mesmo???? Go Butterfly!

E já agora, se eu fosse uma viagem, seria uma viagem no tempo. Não é lindo?


sexta-feira, 13 de março de 2009

Castigo por escrever Martin

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Tá bom assim?

 

 

A Excomunhão da Vítima

A EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA

                                             Miguezim de Princesa


I
Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.

II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.

III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.

IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.

V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.

VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.

VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.

VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.

IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.

X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
 A vaga de sacristão.

terça-feira, 10 de março de 2009

Fazendo Gênero

As fotos de sexta passada, tiradas na Fábrica Braço de Prata. Lindas! (podiam ter sido sem a carequinha, mas não podemos ter tudo, pois não?)


retratos a sexta genero


Projecto "Retratos à sexta" (http://retratosasexta.blogspot.com/)

sábado, 7 de março de 2009

Meu novo recanto

Sabe aquela história que existe sempre um chinelo velho para um pé torto? Pois é, além de pessoas que encaixam nos nossos sonhos, também há lugares assim.

Ontem finalmente conheci a Fabrica do Braço da Prata (http://www.bracodeprata.org/), o sítio mais giro para se sair em Lisboa, na minha humilde opinião. E quero ser bem claro, é o meu lugar perfeito para sair. Um super casarão, com várias salas onde acontecem ao mesmo tempo vários concertos, recitais, saraus, stand-up comedy, mostras de arte, venda de livros, bares, fotografia, jantares....nossa, como é que eu não fui lá antes??? E já tinham me dito várias vezes que o lugar era a minha cara. Sim, o burro sou eu!

Pois ontem, depois de um concerto muito boa onde com a Simone e Zélia Duncan, fui conhecer este maravilhoso lugar. Explorei e participei de tudo. Eu e a Isabel nos tornamos modelos fotográficos e fizemos uma sessão fotográfica com um fotógrafo profissional, e não é que ficamos mesmo muito giros nas fotos? Serão publicadas na quarta, se o francês manter a sua palavra. Aguardem.

Depois da sessão estrela, fui ouvir um grupo que estava a tocar MPB, e muito bem. Delirei e cantei junto. Antes já tinha tentado entrar na sala onde estava a cantar a Maria João, mas como era de se prever, estava lotada. Porém, nada me impediu de falar com ela depois do concerto. É uma mulher realmente fantástica que eu admiro como profissional e mais ainda como pessoa.

E, para finalizar a noite, assisti a um conjunto de violoncelo, viola e pandeiro a tocar chorinho. Perfeito! Mas mais perfeito ainda foi eu ter ido por engano à casa de banho das mulheres, mas ninguém notou....

terça-feira, 3 de março de 2009

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Minha nova paixão

Ladies and Gentlemen, Andrew Bird!

O mais fantástico deste vídeo é que ele faz uma orquestração completa da música com vários instrumentos, recorrendo a gravação e repetição em loop, e tudo ao vivo. E, afinal, fica fantástico!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A Beleza da Tristeza na voz de Buika

No fim de semana passada eu, Carla e Isabel nos aventuramos para a cidade da Guarda tão e somente para assistir o concerto da cantora espanhola Concha Buika (http://www.buika.net/ ). Era um sonho meu e da Carla ouví-la ao vivo, já que não nos tinha sido possível fazê-lo quando ela esteve no CCB, em Dezembro.

Descobri Buika por acaso. Numa das visitas costumeiras à Fnac de Madrid, ocasião que vou à secção da música espanhola ver se alguma capa ou nome me atraí, e a partir daí ouço os seleccionados para ver se há algo que eu venha realmente a querer comprar. Foi assim que escolhi o cd da Buika, "Mi Niña Lola", justamente por causa do nome da cantora e da capa, em que ela está com o cabelo todo espevitado a encarar quem olhar para ela. Quando a ouvi pela primeira vez, foi amor à primeira escutada. Era uma música espanhola que já conhecia, flamenca, mas havia algo mais. Havia pureza, havia uma conexão no que ela cantava. Mas não sabia o que e como, além disso aquele era só o primeiro contacto.

No concerto, no fantástico Teatro Municipal da Guarda, sentamo-nos na primeira fila. O palco é ao nível do chão, portanto, estávamos ao mesmo nível de Concha Buika. Ela chegou, linda, sensual, ao mesmo tímida e segura, e começou o concerto, com ela na voz, acompanhada de um piano e percussão. A voz impecável, afinadíssima e rouca. Ela canta basicamente sobre amor sofrido, sobre mentir, voltar e perdoar. Lá pela quarta ou quinta música eu deixei de pensar, de imaginar, e hipnotizei-me pela voz dela, pela letra das músicas que ela estava a cantar, pela interpretação. As lágrimas corriam-me rosto abaixo sem parar. O que ela cantava era demasiado dolorido e verdadeiro, e igualmente belo e perfeito. Música após música, toda a tristeza que comigo carregava desfez-se através da voz dela. Concha Buika passou a ser, a partir daquele momento, uma das melhores intérpretes que eu já ouvira ao vivo.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Dia de todo o tipo de namoro

Definitivamente não sou contra o dia dos namorados. Se você quer levar sua pessoa “mais que tudo”, sua “cara-metade”, sua “alma-gêmea”, enfim, sua pessoa amada (ou não), para curtir um jantarzinho aconchegante à luz de velas, ou num restaurante lotado com mais 50 casalinhos lindos e maravilhosos, confesso, eu também acho lindo. Juro! É romântico, é demodé, é bonito! Comprar presente no dia dos namorados é um gesto além do comprar presente de natal ou aniversário. No dia dos namorados mais ninguém, espera-se, irá comprar outro presente/prenda para a sua pessoa amada. É algo único, pensado, muito mais cuidado.

Mas também não sou contra quem ache dia dos namorados um grande baboseira. E é! Pensando bem, é uma data comercial, que só serve para aumentar as vendas do comércio e lotar restaurantes.

Presente a gente dá quando quiser! E jantar romântico também! E quanto menos pessoas se apoderarem do nosso próprio dia romântico, melhor ainda. Portanto, aos que não gostam do dia dos namorados, por qualquer razão que seja, também os apoio.

Eu já joguei nos dois times, do contra e á favor. Mas este ano, sou neutro.

Antecipando o dia dos namorados...

Estes textos eu recebi da minha amiga Ester. Achei que deveria partilhar.


" Fizeram a gente acreditar que amor mesmo,
amor pra valer, só acontece uma vez
acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de
nós é a metade de uma laranja, e que a vida
só ganha sentido quando encontramos a
outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros,
que ninguém em nossa vida merece carregar
nas costas a responsabilidade de completar
o que nos falta: a gente cresce através da
gente mesmo. Se estivermos em boa companhia
é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar que só há uma
fórmula de ser feliz, a mesma para todos,
e os que escapam dela estão condenados
à marginalidade. Não contaram que estas
fórmulas dão errado, frustram as pessoas,
são alienantes, e que podemos tentar outras
alternativas.
Cada um vai ter que descobrir sozinho.
E aí, quando você estiver muito apaixonado
por você mesmo, vai poder ser muito feliz
e se apaixonar por alguém."

Não sei quem escreveu isto mas concordo com o gajo!



Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.

Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.

Fernando Pessoa