quarta-feira, 8 de julho de 2009

O amor não é o tempo

"Vem que o amor
Nao é o tempo
Nem é o tempo Que o faz
Vem que o amor
É o momento
Em que eu me dou
Em que te das"
trecho da música Cançao do Engate

Como dizia o sábio António Variações, o amor não vem com o tempo, mas sim com o momento. O amor vem com o cheiro, com o primeiro olhar, com todos os seguintes. O amor vem com o beijo, do seco toque dos lábios ao desenvencilhar das línguas. Vem com as mãos na descoberta e com o respirar ofegante. Vem com a sensação de momento eterno, com a falta de pressa em amar, e a urgência de sentir. O amor vem com o sorriso confidenciado, com o abraço de reconhecimento, com raras palavras. O amor às vezes vem em lágrimas, ás vezes em gargalhadas tresloucadas, mas muitas vezes é só silêncio e pensamento. O amor é saudade antecipada, é prémio reclamado, é reta de chegada. O amor é porta arrombada pelo vento, com tudo atirado fora do lugar, mas com tudo finalmente no seu devido lugar. O amor é aquele sabor à salgado, cores neons, furtividade. É o bem estar em qualquer lugar, é a cor que mais gostamos, é a nossa música tema. É o mundo suspenso, e nós de cabeças para o ar. A falta de chão, a flutuação. O amor vem, assalta e passa. É o momento em que eu me dou, em que te das. É momento em que amor vem.

3 comentários:

Isa disse...

Amei todas as definições de amor!!!

Gay Alpha disse...

Amor?!? Isso mata!!! Hahahaha!!! E como assim "não te empolga"?!? Hehehe!!! Selos são pequenas condecorações... vou te dar um selo... quer um selo? Um selinho? Queres? Hahaha!!!! Hugz!

Luísa disse...

"(...) Às vezes faz bem, às vezes dói. Não se pode fazer nada. É assim. Aquilo manda em nós. (...) Coisas que não passam. Há quem diga que dentro da cabeça, eu não sei onde. Coisas que de vez em quando voltam e por isso, só por isso, se sabe que não passam. Coisas que nos agarram por detrás da nuca, frente a um espelho, sem qualquer propósito, e só nos deixam sem querermos. Pequenos rogos, doces chamamentos, partidas muitas, asperezas, ciúmes, vícios, abraços ternos, despedidas, raivas, tédios, pequenos espantos, sobressaltos. Coisas que não passam, há quem diga que dentro da cabeça. Eu não sei onde."

Pedro Paixão, Histórias Verdadeiras