Mostrando postagens com marcador momento sabe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador momento sabe. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de março de 2009

Meu novo recanto

Sabe aquela história que existe sempre um chinelo velho para um pé torto? Pois é, além de pessoas que encaixam nos nossos sonhos, também há lugares assim.

Ontem finalmente conheci a Fabrica do Braço da Prata (http://www.bracodeprata.org/), o sítio mais giro para se sair em Lisboa, na minha humilde opinião. E quero ser bem claro, é o meu lugar perfeito para sair. Um super casarão, com várias salas onde acontecem ao mesmo tempo vários concertos, recitais, saraus, stand-up comedy, mostras de arte, venda de livros, bares, fotografia, jantares....nossa, como é que eu não fui lá antes??? E já tinham me dito várias vezes que o lugar era a minha cara. Sim, o burro sou eu!

Pois ontem, depois de um concerto muito boa onde com a Simone e Zélia Duncan, fui conhecer este maravilhoso lugar. Explorei e participei de tudo. Eu e a Isabel nos tornamos modelos fotográficos e fizemos uma sessão fotográfica com um fotógrafo profissional, e não é que ficamos mesmo muito giros nas fotos? Serão publicadas na quarta, se o francês manter a sua palavra. Aguardem.

Depois da sessão estrela, fui ouvir um grupo que estava a tocar MPB, e muito bem. Delirei e cantei junto. Antes já tinha tentado entrar na sala onde estava a cantar a Maria João, mas como era de se prever, estava lotada. Porém, nada me impediu de falar com ela depois do concerto. É uma mulher realmente fantástica que eu admiro como profissional e mais ainda como pessoa.

E, para finalizar a noite, assisti a um conjunto de violoncelo, viola e pandeiro a tocar chorinho. Perfeito! Mas mais perfeito ainda foi eu ter ido por engano à casa de banho das mulheres, mas ninguém notou....

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Tanto Mar

Tenho vindo a pé para o trabalho todos os dias, desde segunda-feira. Não é promessa, é exercício mesmo. São 45 minutos caminhando, e bem agradáveis. Passo pelo parque Eduardo VII, pelo Jardim da Amália e pelos jardins da Gulbenkian, com direito a banho da rega das plantas. Também faço todo o percurso ouvindo música.


Sabe aquela música que a gente já ouviu algumas vezes, e até já prestou atenção, mas um dia a ouvimos e ela nos invade de uma maneira absurda? Pois, aconteceu com esta música do Chico Buarque. Ouvi. Voltei a ouvi-la. Emocionei-me de ficar com lágrimas nos olhos. Senti orgulho pelos meus amigos portugueses, por ter me tornado português, e por nós, brasileiros, termos esta ligação com Portugal. Afinal, Portugal é um país pequeno e muito corajoso.

A começar pelos descobrimentos. Foram, indubitavelmente, os maiores navegadores da sua época. Depois foram espertos o suficiente para enganar os espanhóis e desviarem um bom bocado a linha do tratado de Tordesilhas, fazendo do Brasil praticamente um continente. Tiveram um terremoto monstruoso e não se abalaram. Decidiram remodelar tudo e começar tudo do zero. Quando Napoleão estava a tornar todos os países da Europa o seu pátio para brincar, a corte portuguesa apanha o primeiro navio e vai tirar umas férias para o Brasil. Sem a corte para se render, e com os portugueses a se defenderem argilosamente, Napoleão não teve chance. Teve que dar meia volta com o rabinho entre as pernas, deixar de ser besta e depois se isolar numa ilha do Atlântico sul. Mais tarde, quando encheram o saco de terem um rei, não se fizeram de rogados. Já que o rei não queria sair, sairam com ele, e à tiros. Coitado, não sobreviveu. E depois quando um ditador começou a fazer das suas também, os portugueses se revoltaram e disseram que quem mandava no país eram eles. E viva a democracia!


E, mais importante, não esquecem de nada disso. E todo o dia 25 de Abril milhares de portugueses vão a rua para comemorar a liberdade que um dia reivindicaram e conseguiram. Foi por isso que me emocionei!

Tanto Mar

Composição: Chico Buarque

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente nalgum canto de jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente algum cheirinho de alecrim

PS: Vou começar a chamar estes posts de "Momento Sabe"