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terça-feira, 26 de maio de 2009

Andrew Bird, o Andy Warhol da música!


Faz pouco que voltei do concerto do Andrew Bird. Há meses tinha o bilhete comprado, segunda fila, bem pertinho mesmo! Ele em palco é multi, um senhor orquestra! Toca vários instrumentos, (violino, guitarra, xilofone e assobia), cria loops, camadas da própria música dele, criando uma sinfonia fantástica e hipnotizante. Ele erra em palco, aperfeiçoa, brinca com o publico, dialoga, conta histórias, elogia lisboa (ultimamente todos os cantores tem elogiado Lisboa, by the way). Ele disse que se Portugal fosse o único país em que o ouvissem, ele já se dava por satisfeito. Voltou 2 vezes no bis. Ele é muito tímido, mas não durante o concerto. Está certo que ele passa muito tempo de olhos fechados, e muito do show ele passa mundo musical dele, a fazer música-arte. Mas em palco ele está super à vontade e só vemos a timidez dele nos segundos em que ele começa e termina o concerto.
Depois do show, apareceu de surpresa ao lado da barraquinha do Merchandising. Grande marketing! Deu autógrafos, e coisa mais querida, perguntava o nome de cada um. Pena que não era só eu lá. Vamos combinar, não dá para conversar com 50 neguinhos querendo o autógrafo do homem, certo? E pena que ele ouviu mal o meu nome, pois autografou "Cladio"(ou o "u" é mesmo minúsculo). Tudo bem, ele é queridinho demais para eu ficar chateado com isso :)

As fotos do show estão aqui

De 20090525 Andrew Bird at Sao Jorge

E aqui um dos vídeos que eu fiz, da música Natural Disasters.


sexta-feira, 15 de maio de 2009

Antony, entre a luz e lugar nenhum

Hoje fui ao concerto do Antony and The Johnsons .Há 6 meses atrás eu achava as letras de música dele muito deprimente. Há 3 meses atrás eu odiava a voz dele. Eu fui quase obrigado a ir ao show. Mas desde há 6 meses atrás comecei a gostar mais de Rufus Wainright , depois apaixonei-me por Andrew Bird , e destes dois tipos para passar a gostar do Antony foi um demorado pulinho. Comecei a prestar atenção às letras e descobri que afinal elas eram escritas com alma, com coração, com um sentimento que abrangia o meu.

Para complementar, em palco. Antony é um desvairado. É uma figura inesperada, uma diva gorda horrorosa, mas extremamente doce, gay e simpática. (Atenção que doce+gay+simpática ganha de diva+gorda+horrorosa). Ele canta tão perfeitamente que fica melhor que o album gravado. Tem um controle e pureza de voz e um fluência na pronúncia das palavras que a gente sente vontade de beijá-lo agradecendo tanta perfeição. E ele delira entre às músicas. Fala do degelo da crosta polar, e de como ele se sente "broken", pois ele veio da natureza e sente que não pode fazer o suficiente para retribuir. Fala da segunda vinda de Cristo, em forma de mulher e em uma caverna no Afeganistão. E isso que ele não é católico. Nasceu católico, mas virou uma bruxa, como ele mesmo diz.

E eu só pensava em como faz falta este tipo de maluquez de vez em quando. Ou de como essa maluquez já faz parte de mim e de como eu a critico, e que só uma pessoa tão transparente como o Antony é capaz de falar de tudo, de coisas absolutamente absurdas como se fossem a coisas mais normais do mundo e chegamos a pensar que chegará um dia em que diremos: ele tinha toda a razão!

E aqui a música que eu, e quase todo o público que estava lá hoje, gostamos mais.

Hope There's Someone

Hope there's someone
Who'll take care of me
When I die, will I go

Hope there's someone
Who'll set my heart free
Nice to hold when I'm tired

There's a ghost on the horizon
When I go to bed
How can I fall asleep at night
How will I rest my head

Oh I'm scared of the middle place
Between light and nowhere
I don't want to be the one
Left in there, left in there

There's a man on the horizon
Wish that I'd go to bed
If I fall to his feet tonight
Will allow rest my head

So here's hoping I will not drown
Or paralyze in light
And godsend I don't want to go
To the seal's watershed

Hope there's someone
Who'll take care of me
When I die, Will I go

Hope there's someone
Who'll set my heart free
Nice to hold when I'm tired



PS: Sim, eu devo desculpa à alguéns por ter duvidado do seu bom gosto. Desculpem-me!!!

sábado, 7 de março de 2009

Meu novo recanto

Sabe aquela história que existe sempre um chinelo velho para um pé torto? Pois é, além de pessoas que encaixam nos nossos sonhos, também há lugares assim.

Ontem finalmente conheci a Fabrica do Braço da Prata (http://www.bracodeprata.org/), o sítio mais giro para se sair em Lisboa, na minha humilde opinião. E quero ser bem claro, é o meu lugar perfeito para sair. Um super casarão, com várias salas onde acontecem ao mesmo tempo vários concertos, recitais, saraus, stand-up comedy, mostras de arte, venda de livros, bares, fotografia, jantares....nossa, como é que eu não fui lá antes??? E já tinham me dito várias vezes que o lugar era a minha cara. Sim, o burro sou eu!

Pois ontem, depois de um concerto muito boa onde com a Simone e Zélia Duncan, fui conhecer este maravilhoso lugar. Explorei e participei de tudo. Eu e a Isabel nos tornamos modelos fotográficos e fizemos uma sessão fotográfica com um fotógrafo profissional, e não é que ficamos mesmo muito giros nas fotos? Serão publicadas na quarta, se o francês manter a sua palavra. Aguardem.

Depois da sessão estrela, fui ouvir um grupo que estava a tocar MPB, e muito bem. Delirei e cantei junto. Antes já tinha tentado entrar na sala onde estava a cantar a Maria João, mas como era de se prever, estava lotada. Porém, nada me impediu de falar com ela depois do concerto. É uma mulher realmente fantástica que eu admiro como profissional e mais ainda como pessoa.

E, para finalizar a noite, assisti a um conjunto de violoncelo, viola e pandeiro a tocar chorinho. Perfeito! Mas mais perfeito ainda foi eu ter ido por engano à casa de banho das mulheres, mas ninguém notou....

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Palavras para quê?

Adriana Calcanhotto no Festival Delta Tejo, Sábado passado, em Lisboa. Eu estava lá e saí decepcionadíssimo com o show dela. Ela fez o mesmo show que apresentou Junho passado, com a diferença que agora era para uma platéia em espaço aberto. Eu achei que o problema era com ela, que devia ter preparado um repertório com mais sucessos, onde ela pudesse estar de pé e mais perto do público. Mas vendo este vídeo é que eu noto que o que faltava era nos rendermos a ela, novamente.



E aqui a música que eu filmei, quando ela voltou ao palco, depois de já ter encerrado o concerto. Ela disse antes de começar a cantar "Sinceramente, não sei o que estou fazendo aqui." E nem precisava saber. Ouví-la cantar "Meu Mundo e Nada Mais", de Guilherme Arantes, já soube muito bem!